O ano de 2026 é apontado por analistas do setor de blockchain como um marco para novos airdrops de grande porte, impulsionados pela competição crescente entre projetos e por métodos de distribuição mais criteriosos. A expectativa toma como base as lições de campanhas anteriores que movimentaram bilhões de dólares desde 2020.
Distribuições que moldaram o mercado
Uniswap (2020) — o protocolo de finanças descentralizadas entregou 400 UNI a cada endereço que já havia interagido com a plataforma até o snapshot. O lote foi avaliado em cerca de US$ 1.200 por carteira no lançamento e superou US$ 17.000 no pico do token.
ENS (2021) — domínios .eth renderam milhares de tokens ENS a usuários de longa data. No lançamento, o preço rondava US$ 40 e ultrapassou US$ 80 no período de máxima, somando mais de US$ 1 bilhão distribuído.
Aptos (2022) — participantes de testnets e colaboradores iniciais receberam cerca de 150 APT cada. Com preços de estreia próximos de US$ 7-8, o valor por carteira ficou entre US$ 1.000 e US$ 1.200, dobrando quando o token superou US$ 18.
Arbitrum (2023) — mais de 1,1 bilhão de ARB foram alocados segundo uma pontuação detalhada de atividades on-chain. As carteiras levaram entre 625 e 10.250 ARB, valendo de US$ 1.000 a mais de US$ 14.000, em uma distribuição total acima de US$ 1,5 bilhão.
Jupiter (2024) — o programa “Jupuary” destinou 700 milhões de JUP na primeira temporada, cerca de US$ 600 milhões ao preço de estreia, com promessas de rodadas anuais até 2025.
Projetos cotados para 2026
LayerZero — protocolo de interoperabilidade já lançou token e reservou parte do supply para incentivos comunitários. Novas distribuições são esperadas em 2026, sem data definida.
MetaMask — carteira utilizada por dezenas de milhões de usuários ainda não possui token. Swaps internos, staking e integrações ampliam rumores de um airdrop no próximo ciclo.
Lighter — plataforma de perpétuos on-chain opera um sistema de pontos associado a volume de negociação e participação. A ausência de token alimenta expectativas de distribuição em 2026, embora sem confirmação.
Imagem: bitget.com
Polymarket — mercado de previsões descentralizado cresce sem token nativo. A necessidade de governança e incentivos de liquidez sustenta projeções de airdrop para o ano que vem.
PEPENODE — projeto em estágio inicial foca em nós de validação e gamificação de tarefas. A proposta de distribuição orientada à comunidade aponta para possível airdrop em 2026, altamente especulativo.
Como se preparar
Especialistas recomendam uso contínuo dos protocolos, com transferências, negociações, staking e votações regulares. Ações pequenas, porém frequentes, tendem a contar mais do que volumes elevados em períodos curtos. É aconselhável evitar comportamento sybil, manter carteiras separadas por ecossistema e acompanhar canais oficiais para não perder snapshots.
Riscos envolvidos
Não há garantia de emissão de token, e valores podem cair rapidamente após a distribuição. Golpes de phishing, contratos maliciosos e incertezas regulatórias também figuram entre os principais perigos. Utilizar apenas links confirmados pelos projetos e revisar anúncios em múltiplas fontes são práticas essenciais de segurança.
Com base nas experiências recentes e nos cronogramas divulgados, 2026 desponta como um período de possíveis recompensas relevantes, embora sujeito a mudanças de mercado e decisões das equipes de desenvolvimento.
Com informações de Bitget Academy