A Trump Media & Technology Group (TMTG), controladora da rede social Truth Social, anunciou em 31 de dezembro de 2025 que fará um airdrop de tokens digitais para todos os acionistas da Digital World Acquisition Corp. (DJT). A iniciativa será realizada em parceria com a Crypto.com e utilizará a blockchain Cronos, escolhida pela companhia por oferecer alta performance, escalabilidade e compatibilidade.
Como funcionará a distribuição
Cada investidor que detiver uma ação integral da DJT na data de corte determinada pela empresa receberá um token digital. De acordo com o comunicado, o ativo:
- não é classificado como valor mobiliário;
- não representa participação acionária na TMTG;
- é intransferível e não pode ser convertido em dinheiro.
Em vez de retorno financeiro, os detentores terão acesso periódico a recompensas, como descontos, vantagens e bônus nos produtos da TMTG — entre eles Truth Social, Truth+ e Truth Predict. A companhia afirma que esses benefícios podem incluir conteúdo exclusivo e recursos especiais, sem vinculação a lucros ou esforços da administração, buscando evitar enquadramento regulatório como título mobiliário.
Regras de elegibilidade
A distribuição contemplará apenas os proprietários finais das ações na data de registro. Tomadores de empréstimo de papéis ficarão de fora. A TMTG indicou que mais detalhes serão divulgados em 2026 e mantém o direito de alterar ou cancelar o programa a qualquer momento.
Declaração da empresa
O CEO Devin Nunes declarou que o objetivo é “recompensar os acionistas, promover mercados justos e aumentar a clareza regulatória no setor de criptomoedas”. Ele destacou a “tecnologia avançada” da Crypto.com e a escolha da blockchain Cronos como pilares do projeto.
Imagem: pt.egw.news
Reação do mercado
Após o anúncio, as ações da DJT recuaram 4,5%. Analistas veem o movimento como uma tentativa de aproximar ativos tradicionais do universo cripto. Usuários da plataforma X debateram se o token se firmará como utilitário ou se se tornará apenas uma “moeda meme” de cunho político. Publicações também apontaram possível fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC).
Veículos como CoinDesk e BBC confirmaram que a impossibilidade de transferência distingue o ativo de criptoativos convencionais, situando-o mais como programa de fidelidade. Especialistas do Yahoo Finance avaliam que a ênfase na utilidade dentro da Truth Social pode atrair usuários já engajados com a rede.
Com informações de EGW.News